2017
março
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As plantas medicinais na conquista do direito de cuidar do próprio corpo

Por : Vera Fróes

Farmácia Caseira

“A temática ambiental está em plena evidência e as plantas medicinais ganham espaço nos diversos setores da sociedade, na mídia e na indústria farmacêutica. Segundo orientação da Organização Mundial de Saúde – OMS – é obrigatório que países de grande diversidade biológica incentivem o desenvolvimento de programas que incorporem o conhecimento do uso tradicional das plantas medicinais no sistema básico de saúde.

A crescente popularização do uso de plantas como remédio, resgata tradições e terapias antigas que foram incorporadas nas políticas públicas como a homeopatia, medicina chinesa, medicina ayurvédica e a acupuntura. No entanto a medicina tradicional ameríndia não foi contemplada, possivelmente pela pouca valorização que se dá aos produtos da sociobiodiversidade brasileira. Enquanto a Suiça tem apenas uma planta endêmica (só nascem naquele lugar), o México tem 3000 e só na Amazonia são 20.000 espécies nativas.

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Cookies e o Outono: comemoração e gratidão

Para além da visão judaico-cristão do mundo, há aqueles que vêem a natureza como sagrada e por conta disso tentam exercer seu caminho espiritual em harmonia com ela. O paganismo é um nome genérico para aqueles que seguem este ritmo, agregando nesse conjunto diversos tipos de religiões e trilhas espirituais.

Harmonizar-se com a natureza requer celebrar seu tempo. Uma das formas de fazer isso é honrando os ciclos naturais, como os das plantas (o tempo de germinação e de safra) e os do planeta (as estações do ano), e ao honrar as estações ganham significados maiores que ser os dias entre solstícios (dias em que o Sol alcança o maior grau de afastamento da terra) e equinócios (dias em que a quantidade de horas do dia é igual às da noite). Seguindo essa visão de mundo, o ano divide-se em dias de grande poder (também chamados de sabás), pois congregam o símbolo de um estágio da vida, e o outono é um desses dias. Ele representa uma das colheitas, a última antes do final do ano (que neste caso acontece no Samhain, o sabá seguinte) sendo, por isso, um dia de comemoração do que se colheu no ano que está para terminar, ou seja, um momento de agradecimento.

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