2017
março
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Alimentação e a Candidíase

alimentacao_candidiaseMuito comum e recorrente no consultório, a candidíase infelizmente faz parte da vida de muitas mulheres.

Fungo do gênero Candida estão muito bem adaptados ao corpo humano, por isso colonizam sem produzir sinais de doença em condições de normalidade fisiológica.

Isso mesmo, todas nós, mesmo sem manifestar a doença estamos colonizadas por Candida. O delicado balanço entre nossos “bons” microorganismos e os fungos podem determinar o desenvolvimento da infecção denominada Candidíase.

Existem em torno de 200 espécies de Candida, sendo 17 patogênicas (ou seja, que causam problemas).

A Candida albicans é a causa frequente de infeccções na vagina, na boca, na garganta, e no trato gastrointestinal.

Normalmente a proliferação de fungo no trato gastrointestinal precede as demais, e esse problema muitas vezes afeta diferentes partes do corpo como orgãos, tecidos e células.

As substâncias tóxicas porduzidas por esse fungo podem causar desequilíbrios nutricionais, hipoglicemia, disturbio no sistema de destoxificação, redução da ação do sistema imunológico, processos alérgicos, inflamatórios e auto-imunes.
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Relato de uma bruxa…qué é transexual

moon-girl-night-dark-Favim.com-141639Nasci, segundo me contaram, numa contraditória tempestade de primavera, daquelas rápidas e superficiais. Penso que já comecei como uma pequena contradição, efeito que foi se estendendo em tudo o que fazia…

Não sou boa em textos técnicos porque sempre ao falar o que penso nunca me expresso dessa forma técnica, não sou especialista, e sim uma apaixonada pela Deusa.

A forma como cheguei até Ela foi interessante, lembro me de ter procurado minha mãe louca para saber o significado da palavra oráculo, e assim em meio a outras coisas cheguei até a expressão Grande Mãe…Lembro me de ter ficado muito impactada, nessa altura eu tinha 14 anos, de ter visto o termo. Imediatamente veio na minha mente a imagem de um lindo olhar feminino sobre o céu e uma grande extensão da terra. Tive a nítida sensação de conhecer a Grande Mãe embora, a esta altura, de nada soubesse. Foi mais ou menos aí que comecei minha busca pela Deusa e que até hoje prossegue. Foi também uma época de paixão e êxtase pra mim, porque eu que nasci biologicamente num corpo masculino, havia achado algo que significava minha feminilidade que desde cedo era parte de mim.

Sempre fui diferente até entre os “diferentes”. Nunca me vi como gay e ao me deparar com a Deusa e os perfis dos caminhos femininos pude então entender porque estava tão transtornada. Compreendi, então, o desejo de infância de ser e uma mulher e que havia trancado dentro do meu ser por anos. Sem que nada me fosse dito senti que a Deusa chamava por mim de modo doce e mesmo de modo obscuro também. Pra mim, no meu caso específico, eu via o Feminino de uma mulher que é transexual como uma força transgressora e nas Deusas Negras (algumas como a Medusa apresentadas com traços andróginos ou Cibele que foi retratada como um ser tão perigoso que teve de ser castrado) um arquétipo de força, independência e auto suficiência emocional. Não apenas em Deusas Negras e também em representantes da Soberania (Hera, Juno, Ísis entre outras), em que eu buscava e encontrava forças.
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Aprendendo com a brincadeira e a natureza

kajas-zale-plava-pedu-masaza-mazulis-47404803“O vento bate forte, avisto as ondas saltando umas pelas outras. Nem consigo ouvir o que as crianças dizem. É engraçado como o vento pode nos calar pelos ouvidos. Apenas aprecio a cena. Giullia sobe no tronco largo e cheio de lodo que após a intensa chuva do dia anterior, repousa sobre a areia à margem do rio. Raul não fica para trás, seguem equilibrando com os braços abertos e a boca também, como se quisessem engolir o vento para encher a barriga de nada.

Mudar é isso, encher a barriga de nada. Sair do conforto dos caminhos trilhados que permitiam segui-los de olhos fechados para uma imensidão de possibilidades que beiram o nada.
Observo atenta as crianças brincando livres na areia. O tronco agora é um imenso cavalo alado que os levará para o outro lado do rio para salvar o monstro. O monstro? Isso mesmo, numa brincadeira onde a imaginação pode germinar num banco de areia não há limites para o que se possa viver.

Escolher a vida próxima à natureza não é garantia de tardes infindáveis de sol intenso. É a possibilidade de vivenciar e aprender sobre ciclos, começos e fins. Numa sociedade pautada pelos ponteiros de um relógio insistente em apressar processos, o som de um despertador ao amanhecer interrompe sonhos porque já é hora de acordar para a realidade da vida.
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