As plantas medicinais na conquista do direito de cuidar do próprio corpo

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Por : Vera Fróes

Farmácia Caseira

“A temática ambiental está em plena evidência e as plantas medicinais ganham espaço nos diversos setores da sociedade, na mídia e na indústria farmacêutica. Segundo orientação da Organização Mundial de Saúde – OMS – é obrigatório que países de grande diversidade biológica incentivem o desenvolvimento de programas que incorporem o conhecimento do uso tradicional das plantas medicinais no sistema básico de saúde.

A crescente popularização do uso de plantas como remédio, resgata tradições e terapias antigas que foram incorporadas nas políticas públicas como a homeopatia, medicina chinesa, medicina ayurvédica e a acupuntura. No entanto a medicina tradicional ameríndia não foi contemplada, possivelmente pela pouca valorização que se dá aos produtos da sociobiodiversidade brasileira. Enquanto a Suiça tem apenas uma planta endêmica (só nascem naquele lugar), o México tem 3000 e só na Amazonia são 20.000 espécies nativas.

A biodiversidade brasileira é um tesouro do patrimônio natural, podendo transformar o Brasil na maior potência mundial da bioeconomia, ao promover a democratização do conhecimento e das riquezas, o resgate da identidade cultural, o aumento da qualidade de saúde das populações e a diminuição dos custos de medicamentos aos cofres públicos.

A valorização dos saberes tradicionais aliada às pesquisas científicas e ao uso sustentável do solo e da água, se apresenta como um dos caminhos viáveis para o uso amplificado das plantas medicinais, promovendo a qualidade de vida para todos.
As vantagens do uso da fitoterapia abrangem três aspectos : social. econômico e médico. A nível social o indivíduo que cultiva e faz seu próprio chá torna-se um participante ativo do seu processo de cura, elevando a sua consciência ecológica. Do ponto de vista econômico, temos abundância de matéria-prima com custos reduzidos dos fitoterápicos. E do ponto de vista médico, os efeitos colaterais são bem menores que os produtos alopáticos. A abundância de matéria prima vegetal que serve não só de remédio, insumo, cosmético e combustível, mas também de alimento, como as plantas alimentícias não convencionais, as PANCS, como o caruru, a beldroega, o dente de leão e muitas outras, fazendo como recomendava Hipócrates: “Faça do seu alimento o seu remédio e do remédio o seu alimento”.

A valorização dos saberes tradicionais aliada às pesquisas científicas e ao uso sustentável do solo e da água, se apresenta como um dos caminhos viáveis para o uso amplificado das plantas medicinais, promovendo a qualidade de vida para todos.

A fitoterapia, a terapia através das ervas, bem usada e na dose certa pode ser, preventiva, curativa e uma forma de estimular as defesas naturais do organismo. O simples contato com a terra e com as plantas já colabora ao bem estrar, reduzindo o stress do dia a dia. Fazer o seu jardim medicinal, a sua farmácia caseira é trilhar no caminho da sustentabilidade da saúde, e promover a valorização do nosso patrimônio cultural imaterial, social, genético e porque não dizer político, que é o direito de cuidar do próprio corpo.”

Agenda de Vera Froés em Setembro, no Rio de Janeiro:
Curso de Farmácia Caseira com Vera Froés – Informações: Cristina Terra (21) 98088 8880 – [email protected]

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Curso de Farmácia Caseira com Vera Froés – Informações: Cristina Terra (21) 98088 8880 – [email protected]
Texto de contribuição:

curso_fitoterapia_divulgacao11Vera Fróes:
A pesquisadora Vera Fróes conviveu doze anos com os índios e seringueiros da Amazônia, é vice-presidente do IECAM, tem especialidade em etnobotânica, estuda gestão e inovação em fitomedicamentos na Fiocruz, autora de vários livros sobre plantas medicinais, e criadora da Viridis Produtos Naturais. Saiba mais: www.viridis.com.br

 

 

 

  • Adriana

    Adoro ervas e fiz um curso de Fitoterapia… gostaria mto de aprender mais.